terça-feira, 19 de junho de 2012

OS 24 NOVOS SINTOMAS DE POBREZA

(IMPOSSÍVEL NÃO SE IDENTIFICAR COM PELO MENOS UM DELES!)
  

1)
 DEGUSTAÇÃO EM SUPERMERCADO: Sabe aqueles balcõezinhos que de vez em
quando aparecem no supermercado sempre com uma mocinha simpática e
sorridente oferecendo alguma tranqueira pra você experimentar? Pois é,
pobre adora isso. Quem é pobre adora comer qualquer coisa de graça.
Experimenta até biscoito pra cachorro. Uma tristeza...
  
  
2)
 COMPRAR IPHONE NO MERCADOLIVRE: Fala sério... Isso é caso pra internar.
Você acha que um iPhone de verdade custa 299 reais? Em qual planeta você
vive? Além de pobre, é retardado.
  
  
3)
 TELHA E TIJOLO: A combinação é perfeita. Pobre atrai telha e tijolo
feito pó. Todo pobre que se preza tem que ter uma pilha de tijolos e
telhas no quintal.
  
  
4) 
GRUDAR O SABONETE VELHO (QUE ESTÁ ACABANDO) NO NOVO QUE ACABOU DE
ABRIR:
 Sem comentários!
  
5) 
SANDÁLIA HAVAIANA: Meu amigo, presta atenção... Só pode passear no
shopping de sandália havaiana quem é rico. É fashion! Já o pobre passeando
de havaiana é mulambento, porque na verdade ele usa a sandália "A Baiana",
ou seja, a genérica.
  
  
6) 
USAR TERNO NO FIM DE SEMANA: Ou é pobre ou é crente. Cruz credo! Rico
só usa terno no escritório ou em casamento.
  
  
7) 
TAPETE NA PAREDE: Compra na 25 de março ou na Alfândega um (i)legítimo
tapete persa " made in Paraguay" e põe na parede, para ninguém pisar.
  
  
8) 
FESTA NO McDONALD´S OU HABIB´S: Só pobre acha que festa naquelas
porcarias de lanchonetes é chique. O cara comemora o aniversário dos
filhos no McDonald´s, fica controlando o que a pirralhada come e depois
soma os presentes recebidos para ver se a festa não deu preju
ízo.
  
  
9) 
LAVAR CARRO NO FIM DE SEMANA: Santa pobreza! Você já viu alguém do 
Leblon lavando o carro? Em qualquer dia da semana que seja? Quem tem
grana, manda lavar. A galera do salário mí nimo acha que é programa de fim
de semana lavar o chevetão 75 na calçada, com o som ligado no último
volume, tocando funk pra todo mundo ouvir. São criaturas dignas de pena! 


10) 
CAPINHA DE CELULAR: Além de ser coisa de pobre é muito boiola. Quem tem grana compra outro
quando o celular fica riscado.
  

11) 
TÁ ZERINHO, ZERINHO: A criatura desorientada mantém por 15 anos colado
no para-brisa do automóvel, aqueles selos de controle de qualidade, para
fingir que comprou o carro "zero quilômetro".
  
  
12)
 VIAJANDO DE AVIÃO: Quando viaja de avião, pela Gol, com passagem
financiada em 15 vezes sem juros, põe no bolso aquelas pavorosas barrinhas
de cereais pra dar pros filhos bixiguentos.
  
  
13) 
STROGONOFF: Se você perguntar a alguém qual é o prato favorito e a
criatura responder "estrogonofe" pode ter certeza é pobre! E o pior é que
a criatura não tem a mí nima idéia de como se faz tal iguaria, pois pobre
faz um picadinho (geralmente com acém), coloca creme de leite e está
pronto! Ah, não esquece a pobre da batatinha palha!
  
  
14)
 VIAJAR PARA CABO FRIO, GUARAPARI: Quem tem grana vai para Nova York,
Paris, Búzios ( estes já estão se tornando manjado dos pobres), Fernando de Noronha. Rico no máximo passa por essa miséria,
por cima... de avião!
  
  

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5) BAIXAR FILME NA INTERNET: A porra do computador fica noites e noites
inteiras ligado, baixando filmes... Além de pobre é burro. Você acha que a
energia elétrica é de graça? Aluga a merda do filme na Blockbuster que
fica mais barato, otário!
  
  
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6) USAR CAMISA DE TIME NA SEGUNDA FEIRA: Putz, que nojeira! Usar a camisa
do Corinthians, São Paulo, Internacional ou Flamengo, na segunda feira só
pra zoar a galera do trabalho é t
ípico de quem é muito pobre e mora muito
longe!
  
  
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7) CAMA BELICHE: Móvel típico dos pobres, que se reproduzem feito ratos e
tem que dormir em algum lugar, uns em cima dos outros. Rico tem no máximo
dois filhos. E cada um tem seu quarto.
  
  
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8) VOU DE MERCEDES PARA O TRABALHO: Com certeza, o pobre que solta essa
pérola está se referindo ao ônibus... Quem tem Mercedes, não fala que tem
(280, 500, SLK...). Quem tem, tem até medo de falar...
  
  
19) LAJE: Tem palavra que mais denota a pobreza do que essa? Por favor, se
sua casa ainda não está pronta, seja mais refinado e diga: "meu imóvel
está na estrutura básica" ou simplesmente "ainda não está pronto". Jamais
pronuncie: "tá na laje!". Além do que, laje (argh!) lembra palavras como
garage(!), mirage(!) ou viaje(!), que, quando ditas desta forma, meu
amigo, é porque a coisa está muito feia para o seu lado.
  
  
20) SAMANTHA, MELLANIE, MAICON, UELISSON, MERY, STEPHANIE, JENNIFFER,
CAMILLE, GRACE KELLI, SUELLEN, YASMINE
...: Sacanagem com a criança! Botar
esses nomes é muito pobre, brega e feiiiioooo! Coloca um nome simples de
todo mundo falar! O que há de errado com os nomes mais simples como:
Maria, Ana, Gabriela, João, Antonio, Francisco, etc? Se você está pensado
em colocar um desses nomes no(a) bixiguento(a) que ainda está na sua
barriga, pelo menos não será preciso trocar de nome se ele(a) virar miche
ou prostituta.
  
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1) POBREMA, PLOBLEMA, IORGUTE, INGUINORANTE, TÁUBA, RESISTRO, IMPIM,
MORTANDELA, MINDINGO, TÓCHICO, CHALCHICHA, BERRUGA, IMBIGO, FRAMENGO,

CURÍNTCHA, DI FAVOR, MENAS (essa é de matar), LARGATIXA, DAR UMA
TELEFONEMA, SAXIM, VOU TI AMOSTRAR
 (terrível de tão pobre): São palavras e
expressões mais utilizadas por pobre! Se não é pobre, é ignorante, porque
todo mundo pode aprender que não é menas, é menos; que não é resistro, é
registro; 
que vai mostrar e não amostra; que não é impim, é aipim; que
você vai saltar no próximo ponto, não soltar! Pedir para essas pessoas
falarem palavras simples como sobrancelha, cabeleireiro, paralelepí pedo,
ou helicóptero, uma afronta. Até porque não repetem a última sí laba
mesmo. Fica qualquer coisa como helicópio, paralelepí po, etc... Sem
contar que nomes como Wellington, Washington, Wilson e Milton se
transformam em Uéllito, Uillso (a letra L em dose dupla fazem questããã de
resistrá) Uachinto, Uillso e Milto... Camões se revira no túmulo a cada
vez que ouve.
    
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2) SHORTINHO COM TOP: Esse é praticamente o uniforme de pobre. Se tiver
calor use uma toalhinha jogada por cima do ombro para enxugar o suor, de
"preferença" combinando com a cor do top. Mas se tiver frio, é só colocar
ma jaquetinha por cima e pronto, você vai arrasar em qualquer evento de
pobre!
  
  
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3) CHAMAR O AMASIADO DE PAI: Vamos combinar! Fica parecendo vaca
mugindo... E o coitado ainda tem que fazer cara de que gosta senão a
mulher cai na porrada com o sujeito. Coisa de mulherzinha... pobre, é
claro!

  
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4) NO FIM DO ANO, COM O 13º SALÁRIO NO BOLSO: Essa é clássica... no
restaurante, a famí lia toda, um dos mais salientes sai na frente, entra
correndo, vai logo escolhendo a mesa  e grita , bem alto, para toda a
prole que está acabando de entrar: "vamo imendá as mesa" !!!

Dia do lixo, fazê-lo ou não?

Mais uma série "DICAS DO MANOEL"

Desde o último post ‘CRESCER X DEFINIR’, tenho recebido ( Manoel)  um monte de perguntas, e a campeã dessa vez foi sobre o famoso ‘Dia do lixo’... E como acabamos de sair do final de semana também, resolvi escrever o que penso sobre isso.
Normalmente é aos finais de semana que nossos perfis se entopem com aquelas frases feitas, vangloriando a sexta-feira como se fosse o dia de nossa redenção na terra... Até entendo que para uns seja realmente um dia de ‘libertação’, porém não compactuo dessa idéia, não por nada, mas por estar aprendendo a tirar de cada dia um motivo especial para se sentir feliz, e não somente aos finais de semana.

E assim é também com quem treina ou faz dieta, aos finais de semana, por estarem (ou pelo menos dizerem estar) engajados em um programa de treinamento e (ou) dieta um pouco mais direcionado, anseiam por esses dias para poder fazer o famoso ‘lixo’.
Mas e aí? Será que realmente é interessante, ou como muitos dizem, é necessário fazer o tal ‘lixo’?

Geralmente quem esta no começo de um programa de dieta e (ou) treino vê resultados mais rápidos, acredito que pela quebra da ‘zona de conforto’ da qual essa pessoa estaria, porém nosso corpo tem uma capacidade extrema de se adaptar aos comandos dos quais o levamos (seja treino ou dieta ou qualquer outra coisa, seja ela boa ou ruim, como no caso de pessoas que sofrem algum tipo de acidente e aprendem a conviver com tal deficiência de forma natural com o passar do tempo). No caso da dieta que é o assunto principal aqui, isso ocorre como um mecanismo de defesa a própria vida, pois nosso corpo interpreta da seguinte forma: ‘Estou recebendo um tanto ‘X’ de calorias para manter minhas funções vitais (Como coração batendo, cérebro funcionando, rins e fígados, etc. e ainda tenho que ter energia para os exercícios físicos... É melhor eu desacelerar para que não falte combustível!).
Pronto! Ai esta feita a adaptação, ou seja, ele passa a trabalhar mais lento para que não falte energia para manter ativas as funções realmente primordiais de nosso organismo, por isso com o passar dos dias os resultados demoram mais para aparecerem, seja para eu ou você, que busca aumentar o volume muscular, ou que deseja incinerar gordura!

Mas e aí Manoel, o que isso tem a ver com a pergunta do ‘lixo’?

Pois é, mas se eu não explicasse o que ocorre com nosso organismo quando estamos em dieta, não daria para eu responder a questão sobre o famoso ‘dia do lixo’!

Simplificando pra vocês...

Uma forma de burlar essa ‘adaptação’ é tirar um dia da semana para aumentar o número de calorias da qual esteja ingerindo, com esse raciocínio, também se pode entender que é para aumentar o número de calorias de qualquer forma, sem se preocupar com os nutrientes nelas contidas, daí o que muitos pregam que é necessário fazer o ‘lixo’...
Cada um no seu quadrado!

Eu não acho necessário fazer o ‘lixo’, porém seria inteligente de nossa parte, aumentar o número de calorias ingeridas uma vez na semana para promover essa quebra de homeostase citada acima, mas a zorra toda é que muita gente vai lá e se entope de porcaria, muitas vezes estragando o trabalho da semana toda, e o pior é que sempre sobra para o nutricionista, personal ou até mesmo para a coitada da mãe ou cozinheira... “Estou gordo porque minha mãe ta colocando muito sal no frango e estou retendo!”. Uma coisa muito óbvia e que costumo sempre dizer é que resultados são proporcionais ao esforço, então se atentem para quem e os que realmente estejam atrapalhando os seus resultados, seriam os ‘terceiros’ ou você mesmo?

Lógico que não to aqui pregando a ninguém que deixe de comer algumas guloseimas das quais gostem, mas que deixem essas para ocasiões realmente especiais e mais do que isso, que tenham um controle quando optarem por essa fazerem, para que não jogue por água abaixo todo o esforço que supostamente os fazem vangloriar o final de semana.

Costumo sempre usar um ditado para ilustrar isso:

‘Quando você tem um quintal sujo pode cair uma arvore inteira nele que não irá parecer, porém quando você tem um quintal muito limpo, qualquer folha que nele o caia irá parecer que ele esta imundo!’.

E o seu quintal, como esta?

Espero poder ter esclarecido a dúvida de vocês, uma ótima semana a todos e até a próxima!

MANOEL JUNIOR
contato_manoeljr@hotmail.com

Alunos da rede municipal participam do Concurso Veterinário Mirim

Alunos do quinto ano de 59 escolas municipais de São José dos Pinhais participam do Concurso Veterinário Mirim 2012, um programa realizado pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
No início da semana, foi realizado um sorteio com duas categorias a serem trabalhadas pelas professoras em sala de aula: Desenho e Poesia. Em desenho, os alunos terão que abordar o tema “Os gatos também amam”, e na poesia, o tema é “Abandonar meu animal não é uma atitude legal”.
Serão 30 escolas que ficarão responsáveis pela categoria desenho e 29 com poesia.
Já foi exibido nas escolas um vídeo para os alunos com os temas Zoonose, Guarda Responsável, Controle Populacional e Bem Estar Animal. O próximo passo será a distribuição do regulamento do Concurso Veterinário Mirim 2012, quando será explicado como os alunos deverão trabalhar os temas sorteados.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A Verdadeira História de Hachiko

A última foto da Hachiko. Aquele cão que esperou o dono morto na estação por quase 10 anos. Exemplo de lealdade que falta a muitos seres humanos. A foto foi tirada em 8 de março de 1935. Hachiko tinha 11 anos. Filme(Sempre ao seu lado).

A Verdadeira História de Hachiko

Chu-ken Hachiko (o cachorro fiel Hachiko) nasceu em Odate, na província de Akita, no Japão em novembro de 1923. Em 1924, Hachiko foi enviado a casa de seu futuro proprietário, o Dr. Eisaburo Ueno, um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio. A história dá conta de que o professor ansiava por ter um Akita há anos, e que tão logo recebeu seu almejado cãozinho, deu-lhe o de Hachi, ao que depois passou a chamá-lo carinhosamente pelo diminutivo, Hachiko. Foi uma espécie de ‘amor à primeira vista’, pois, desde então, se tornariam amigos inseparáveis!

O professor Ueno morava em Shibuya, subúrbio de Tóquio, perto da estação de trem. Como fazia do trem seu meio de transporte diário até o local de trabalho, já era parte integrante da rotina de Hachiko acompanhar seu dono todas as manhãs. Caminhavam juntos o inteiro percurso que ia de casa à estação de Shibuya. Hachiko parecia ter um relógio interno, e sempre às 15 horas retornava à estação para encontrar o professor, que desembarcava do trem das 16 horas, para acompanhá-lo no percurso de volta a casa.

Em 21 de Maio de 1925, o professor Ueno sofreu um AVC, durante uma reunião do corpo docente na faculdade e morreu. Hachiko, que na época tinha pouco menos de dois anos de idade. No horário previsto, esperava seu dono pacientemente na estação. Naquele dia a espera durou até a madrugada.

Na noite do velório, Hachiko, que estava no jardim, quebrou as portas de vidro da casa e fez o seu caminho para a sala onde o corpo foi colocado, e passou a noite deitado ao lado de seu mestre, recusando-se a ceder. Outro relato diz que como de costume, quando chegou a hora de colocar vários objetos particularmente amados pelo falecido no caixão com o corpo, Hachiko pulou dentro do mesmo e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo.

Depois que o professor morreu a Senhora Ueno deu Hachiko para alguns parentes do que morava em Asakusa, no leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para a casa em Shibuya, um ano se passou e ele ainda não tinha se acostumado à nova casa. Foi dado ao ex-jardineiro da família que conhecia Hachi desde que ele era um filhote. Mas Hachiko continuava a fugir, aparecendo frequentemente em sua antiga casa. Depois de certo tempo, aparentemente Hachiko se deu conta de que o professor Ueno não morava mais ali.

Todos os dias à estação de Shibuya para esperar seu dono voltar do trabalho, da mesma forma como sempre fazia. Procurava a figura de seu dono entre os passageiros, saindo somente quando as dores da fome o obrigavam. E ele fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros. Estes começaram passaram então a trazer petiscos e comida para aliviar sua vigília.


Em 1929, Hachiko contraiu um caso grave de sarna, que quase o matou. Devido aos anos passados nas ruas, ele estava magro e com feridas das brigas com outros cães. Uma de suas orelhas já não se levantava mais, e ele já estava com uma aparência miserável, não parecendo mais com a criatura orgulhosa e forte que tinha sido uma vez.

Um dos fiéis alunos de Ueno viu o cachorro na estação e o seguiu até a residência dos Kobayashi, onde aprendeu a história da vida de Hachiko. Coincidentemente o aluno era um pesquisador da raça Akita, e logo após seu encontro com o cão, publicou um censo de Akitas no Japão. Na época haviam apenas 30 Akitas puro-sangue restantes no país, incluindo Hachiko da estação de Shibuya. O antigo aluno do Professor Ueno retornou frequentemente para visitar o cachorro e durante muitos anos publicou diversos artigos sobre a marcante lealdade de Hachiko.


Sua história foi enviada para o Asahi Shinbun, um dos principais jornais do país, que foi publicada em setembro de 1932. O escritor tinha interesse em Hachiko, e prontamente enviou fotografias e detalhes sobre ele para uma revista especializada em cães japoneses. Uma foto de Hachiko tinha também aparecido em uma enciclopédia sobre cães, publicada no exterior. No entanto, quando um grande jornal nacional assumiu a história de Hachiko, todo o povo japonês soube sobre ele e se tornou uma espécie de celebridade, uma sensação nacional. Sua devoção à memória de seu mestre impressionou o povo japonês e se tornou modelo de dedicação à memória da família. Pais e professores usavam Hachiko como exemplo para educar crianças.

Em 21 de Abril de 1934, uma estátua de bronze de Hachiko, esculpida pelo renomado escultor Teru Ando, foi erguida em frente ao portão de bilheteria da estação de Shibuya, com um poema gravado em um cartaz intitulado "Linhas para um cão leal". A cerimônia de inauguração foi uma grande ocasião, com a participação do neto do professor Ueno e uma multidão de pessoas.

Hachiko envelheceu, tornou-se muito fraco e sofria de problemas no coração (heartworms). Na madrugada de 8 de março de 1935, com idade de 11 anos e 4 meses, ele deu seu último suspiro no mesmo lugar onde por anos a fio esperou pacientemente por seu dono. A duração total de seu tempo de espera foi de nove anos e dez meses. A morte de Hachiko estampou as primeiras páginas dos principais jornais japoneses, e muitas pessoas ficaram inconsoláveis com a notícia. Um dia de luto foi declarado.

Seus ossos foram enterrados na sepultura do professor Ueno, no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tóquio. Sua pele foi empalhado - para conservar-lhe as formas e submetido à substâncias que o isentam de decomposição, e o resultado deste maravilhoso processo de conservação está agora em exibição no Museu Nacional da Ciência do Japão em Ueno. Alguns autores dizem que Hachiko, esta no Museu de Artes de Tóquio.



Durante a 2ª Guerra Mundial, para aplicar no desenvolvimento de material bélico, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, e, infelizmente, entre elas estava a de Hachiko.

Em 1948, formou-se a “The Society For Recreating The Hachiko Statue” entidade organizada em prol da recriação da estátua de Hachiko. Tekeshi Ando, o filho de Teru Ando foi contratado para esculpir uma nova estátua. A réplica foi reintegrada no mesmo lugar da estátua original, em uma cerimônia realizada no dia 15 de agosto.

A estação de Odate, em 1964, recebeu a estátua de um grupo de Akitas. Anos mais tarde, em 1988, também uma réplica da estátua de Hachiko foi colocada próxima a estação. A história de Hachiko atravessa anos, passa de pai para filho, sendo até mesmo ensinada nas escolas japonesas – no início do século para estimular lealdade ao governo, e atualmente, para exemplificar e instilar o respeito e a lealdade aos anciãos.

Na atualidade, viajantes que passam pela estação de Shibuya podem comprar presentes e recordações do seu cão favorito na Loja localizada no Memorial de Hachiko chamada "Shibuya No Shippo" ou "Tail of Shibuya". Um mosaico colorido de Akitas cobre a parede perto da estação.

Todos os anos, no dia 8 de março. Ocorre uma cerimônia solene na estação de trem de Shibuya, em Tóquio. São centenas de amantes de cães que se reúnem em homenagem à lealdade e devoção de Hachiko. Ao nascimento de uma criança, a família recebe uma estatueta de Akita como desejo de saúde, felicidade e vida longa. O objeto também é considerado um amuleto de boa sorte. Quando há alguém doente, amigos dão ao enfermo esta estatueta, desejando pronta recuperação.

Por causa desse zelo, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japonês, tendo sido proibida sua exportação. Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu cão, o governo japonês assume sua guarda.


Fonte: Direitos-dos-Animais